Grupo Emirates anuncia resultados semestrais

O Grupo Emirates anunciou os resultados semestrais de 2018-19, em que disse que obteve um crescimento estável das receitas em comparação com o mesmo período do ano passado. No entanto, os lucros foram impactados pelo aumento significativo do preço do petróleo e pelas variações cambiais do Dólar em determinados mercados, em meio a outros desafios que a indústria aeronáutica e de viagem enfrentam.

A receita do Grupo Emirates foi de 14,8 mil milhões de dólares nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2018-19, um aumento de 10% em relação aos 13,5 mil milhões arrecadados no mesmo período do ano passado.

A rentabilidade caiu 53% em comparação com o mesmo período do ano passado, com o lucro líquido do ano de 2018-19 a ser de 296 milhões de dólares. A erosão do lucro deveu-se principalmente ao aumento significativo dos preços dos combustíveis em 37% em relação ao mesmo período do ano passado, bem como ao impacto negativo da desvalorização das moedas em determinados mercados.

A posição de caixa do Grupo em 30 de Setembro de 2018 era de 5,9 mil milhões de dólares, comparado a 6,9 mil milhões em 31 de Março de 2018.

Sua Alteza Sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum, Presidente e Chefe Executivo da Emirates Airline e do Grupo revelou que “A Emirates e a Dnata cresceram de forma constante no primeiro semestre de 2018-19. A demanda por nossos produtos e serviços de alta qualidade permaneceu saudável, à medida que conquistamos passageiros novos e tivemos retorno em todos os nossos negócios, isso reflecte-se no nosso desempenho e receita. No entanto, o alto custo do combustível, bem como as desvalorizações da moeda em mercados como Índia, Brasil, Angola e Irão, eliminaram uma parte considerável dos nossos lucros.

“Estamos a administrar de forma proactiva os inúmeros desafios enfrentados pela indústria das companhias aéreas e de viagens, incluindo a implacável pressão descendente sobre os rendimentos e as incertezas económicas e políticas na nossa região e em outras partes do mundo. Estamos a manter uma rédea curta nos custos controláveis e continuamos a impulsionar a melhoria da eficiência através da implementação de novas tecnologias e novos processos de negócios.

“Os próximos seis meses serão difíceis, mas o Grupo Emirates continua forte. O hub Dubai continua a atrair turistas, cerca de 9% dos passageiros tiveram o Dubai como destino turístico, no primeiro semestre de 2018-19 em comparação com o mesmo período do ano passado. Esperamos que esta demanda permaneça saudável à medida que novas atracções surjam e a cidade se prepara para a Expo Dubai 2020. Estamos focados em sustentar o nosso negócio, faremos isso para garantir oportunidades e investir mais para atender os nossos passageiros, com produtos de alta qualidade”.

Nos últimos seis meses, a base de funcionários do Grupo reduziu em 1% em comparação com 31 de Março de 2018, de 103.363 para 101.983. Isto deveu-se em grande parte por atritos naturais e por um ritmo lento no recrutamento, à medida que a companhia continua com os programas internos para melhorar a eficiência, por meio da introdução de novas tecnologias.

Companhia aérea Emirates

Durante os primeiros seis meses de 2018-19, a Emirates recebeu 8 aviões, 3 Airbus A380 e 5 Boeing 777. Até ao final do ano fiscal vai receber outras 5 aeronaves. Retirou 7 aviões antigos da frota e outros 4 vão ser retirados até 31 de Março de 2019. A estratégia de longo prazo da companhia é de investir em aviões de fuselagem larga para melhorar a eficiência e proporcionar melhores experiências de voo aos passageiros.

A Emirates continua a oferecer ligações cada vez melhores aos seus passageiros em todo o mundo, com apenas uma paragem no Dubai.

Nos primeiros seis meses do exercício 2018-19, a Emirates lançou novos serviços de passageiros para Stansted (Reino Unido) e Santiago (Chile). Também introduziu um novo serviço a partir do Dubai via Bali para Auckland. A 30 de Setembro de 2018, a Emirates alcançou os 161 destinos em 85 países. Possui uma frota de composta por 269 aviões, incluindo cargueiros.

A Emirates assinou também uma parceria com a Flydubai, que oferece aos passageiros muitos benefícios, já que companhias cruzaram os seus programas de fidelidade. Os passageiros desfrutam de novas opções de voos, horários mais flexíveis em voos com ligações a partir do Dubai, além da possibilidade de conhecerem novas rotas que incluem Kinshasa (Congo), Cracóvia (Polónia) e Catânia (Itália).

A Emirates transportou 30,1 milhões de passageiros entre 1 de Abril e 30 de Setembro de 2018, um aumento de 3% em relação ao mesmo período no ano passado. O volume de carga transportada foi de 1,3 milhão de toneladas, praticamente inalterado, em relação ao ano transacto, enquanto a produtividade melhorou em 11%. Esse desempenho é resultado dos investimentos da Emirates SkyCargo em produtos e serviços adaptados a sectores-chaves, o que lhe dá uma forte vantagem competitiva no mercado de frete aéreo.

No primeiro semestre do ano financeiro de 2018-19, o lucro líquido da Emirates é de 62 milhões de dólares, uma queda de 86% em relação ao ano passado. A receita da Emirates, incluindo receitas operacionais, é de 13,3 mil milhões de dólares subiu 10% em comparação com os 12,1 mil milhões registrados no mesmo período do ano passado. Esse resultado foi impulsionado pelo aumento dos factores de ocupação dos voos, apesar do aumento das tarifas, reflectindo uma demanda pelos produtos da Emirates.

Em média, os custos com combustíveis foram 42% maiores em relação ao mesmo período do ano passado, devido principalmente ao aumento do preço do petróleo (37% em relação ao mesmo período do ano anterior), bem como ao aumento de 4% no combustível. O combustível continua a ser a maior componente de custos da companhia aérea, correspondendo a 33% dos custos operacionais, comparado a 26% nos primeiros seis meses do ano passado.

Dnata

A Dnata teve um crescimento constante nos seus negócios, que agora estão em mais de 35 países. No primeiro semestre de 2018-19, as operações internacionais da Dnata representaram mais de 68% de sua receita.

A receita da Dnata, incluindo receitas operacionais, é de 1,9 mil milhões de dólares, um aumento de 11% comparado a 1,7 mil milhões de dólares do ano passado. Esse desempenho foi sustentado pelo crescimento robusto dos negócios orgânicos, particularmente nos negócios de operações aeroportuárias internacionais.

O lucro total da Dnata aumentou em 31%, para 235 milhões de dólares. Isso inclui ganhos de uma transacção única em que a Dnata vendeu a sua participação de 22% na Agência de viagens Hogg Robinson Group (HRG), durante a aquisição da HRG pelo Amex Travel Business Group. Sem essa transacção única, os lucros da Dnata cairiam 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

As operações aeroportuárias da Dnata continuam a ser a maior contribuinte para a receita, com 976 milhões de dólares, um aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em todas as suas operações, o número de aeronaves tratadas pela Dnata aumentou em 6%, para 350.052, movimentou 1,5 milhão de toneladas de carga, um aumento de 2%.

Isto reflecte, novos contractos com clientes conquistados em toda a rede e um forte desempenho dos negócios nos principais mercados que inclui os EUA, o Reino Unido, os Emirados Árabes Unidos, a Austrália e a Itália. Nos primeiros seis meses de 2018-19, a Dnata fortaleceu a suas operações na Itália ao aumentar a sua participação na Airport Handling SPA, uma empresa que manuseia cargas no solo, com sede em Milão, de 30% para 70%. Também lançou operações de transporte de passageiros no aeroporto de Nova York-JFK.

Nos Emirados Árabes Unidos, a Dnata adquiriu uma participação maioritária na DUBZ, uma empresa de serviços de armazenamento e entrega de bagagens aos passageiros.

A divisão de viagens da Dnata contribuiu com 456 milhões de dólares para a receita, um aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas líquidas aumentaram em 6% para 1,6 mil milhões de dólares.

Este desempenho foi impulsionado pelo forte resultados das operações nos Emirados Árabes Unidos, na divisão de viagens, contribuições da Destination Asia que a Dnata adquiriu em Setembro de 2017 e negócios saudáveis no Reino Unido que também foram impulsionados por uma forte Libra Esterlina em relação ao Dólar Americano. No final de Setembro, a Dnata entrou no mercado alemão com a aquisição da Tropo, operadora de turismo especializada em pacotes de viagem, feriados de última hora e reservas de hotéis.

As operações da Dnata catering contribuíram com 311 milhões de dólares para a receita total, um aumento de 4%. O número das refeições aumentou em 2% para 31,0 milhões de refeições, no primeiro semestre do ano fiscal.

A pressão sobre os rendimentos, particularmente nas operações na Austrália, foi compensada por um desempenho saudável das operações do Grupo Alfa, bem como pelo aumento das refeições através do aumento dos negócios no Reino Unido, Roménia, República Tcheca e Sharjah (EAU).

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