Papo Carregado com o Fotógrafo angolano Carlos César

Oi gente, hoje convido – vos a conhecer esse jovem angolano , Fotógrafo , Carlos César , que convidei para falar um pouco do seu trabalho super carregado, da sua vida pessoal, dos seus projectos e dos seus objectivos. Obviamente que não foi mera coincidência esse convite porque o Carlos é daqueles fotógrafos que quem vê o resultado dos seus trabalhos não vê apenas simples fotos mas verdadeiras obras de arte.  E só tenho a agradecer a ele por ter aceitado o nosso convite. Por isso, digo -vos vale a pena conferirem esse papo.

Fiquem ligados …

Dizem que quem corre por gosto não se cansa. Faço isso com amor, não desistimos fácil das coisas onde colocamos a nossa alma
Carlos César
CBA: Para que as pessoas conheçam um pouco de si, descreva- se resumidamente, quem é o Carlos afinal de contas?
Carlos: O Carlos é um aprendiz e amante da vida. Sou alguém sem muita descrição, é difícil descrevermo-nos, mas de forma resumida sou pai de uma linda menina ( Niwamy), profissional criativo e alguém disposto a partilhar o que sabe.
CBA: Há quanto tempo trabalha nesse ramo? O que a motivou a trabalhar nessa área?
Carlos: Trabalho com fotografia há sensivelmente 6 anos. Bem, começou como um hobby, fui impulsionado pelo Luaty de Almeida e a Niki Meneses minha ex colega na TV Zimbo. O bichinho da criatividade sempre existiu, apenas precisava de um impulso para que voltasse a renascer, e assim foi, de hobby passou a profissão (Risos).
CBA: Fez alguma formação para trabalhar nesse ramo? Se sim, poderia dizer – nos onde?
Carlos: Não, tive a sorte de beber de colegas e tantos outros artistas da Europa do Leste que muito inspiraram-me  a crescer como profissional que me tornei hoje. Digo que sou o fruto da curiosidade e bastante pesquisa, ainda considero-me um aprendiz naquilo que faço. No fundo somos todos, porque todos os dias aprendemos sempre e crescemos.
CBA: O que é que gostaria de fazer para além de  Fotografia?
Carlos: Não me vejo distante da fotografia, mas se tivesse que trabalhar fora da fotografia, seria director (cinema) dirigir curtas metragens e documentários, ou voltaria a contabilidade, fui um bom explicador ( risos).
CBA: Como descreveria o ramo em que trabalha a nível internacional ou nacional actualmente?
Carlos: Vou focar-me mais no nacional, por ser o mercado que acompanho o seu evoluir pese embora considerar-me um profissional da nova escola. É um mercado que vem evoluindo, acredito que a “crise económica” que se vive hoje, fez com que as pessoas olhassem mais para o nacional, hoje temos bons profissionais na área criativa que vêm se destacando e fazendo muito bom trabalho.
CBA: Quais são as suas inspirações internacionais e nacionais.
Carlos: A lista é enorme, ela cresce todos os dias, com o passar do tempo vou descobrindo muitos bons artistas na área em que me aplico e fico sem saber quem é na verdade o que mais me inspira.
CBA: Poderia dizer nos o nome de algumas figuras publicas angolanas que já trabalharam consigo?
Carlos:Trabalho mais com corporate, então não posso adiantar nomes de figuras públicas com as quais já trabalhei, mas já pude fotografar umas tantas (Risos).
CBA: É muito caro o acesso aos seus serviços?
Carlos: Isso depende muito da definição de caro a te referes. Os meus orçamentos não fogem muito daquilo que os outros profissionais na área praticam a nível local.
CBA: Normalmente as pessoas tendem a desistir muito fácil, qual é o  seu segredo para manter o foco.
Carlos: Dizem que quem corre por gosto não se cansa. Faço isso com amor, não desistimos fácil das coisas onde colocamos a nossa alma.
CBA: Como era o Carlos ontem. Como é o Carlos hoje. E como acha que será o Carlos?
Carlos: Cresci, hoje sou mais comedido, e quero continuar a crescer naquilo que faço.
CBA: O que mudaria na sua trajectoria?
Carlos: Não sou bom em prever o futuro, deixo tudo em aberto, o amanha é uma incógnita e não posso adiantar nada hoje…
CBA: Algum conselho para as pessoas que vão ler esse papo?
Carlos: Foquem-se no objectivo, façam com amor e não se vendam a troco da fama

Rapidinha carregada

Nome: Carlos César João Yambissa.
Idade: 33.
Profissão: Actualmente Kunanga (Risos). Criativo, videographer.
Familia: Pai, terceiro entre 12 irmãos.
Signo: Aquário ( melhor não há).
Cidade preferida: Joanesburgo .
Comida preferida: Sem preferencias .
Bebida preferida: Gin.
Momento de mais alegria: Quando a Niwamy segurou o meu dedo polegar nas suas primeiras horas de vida e sorriu.
Livro preferido: A Arte de Matar ( Jonathan Santlofer).
Estações frias ou quentes: Quentes.
Peça de roupa preferida: Blue Jacket.
Estilo: Meio arrojado.
Marcas: Não sou muito de marcas, apresento-me com aquilo que me fica bem ao corpo.
..
Defeitos: Eish, devo ter mil e um defeitos, mais o principal é a teimosia…(Risos).
Qualidades: Talvez não seria a pessoa certa para descreve-las, daria pontos onde não devia…
Cor preferida: Branca.
Raso ou salto: Os dois.
Acessórios preferidos: Relógios , óculos e Gravatas.
O que não pode faltar no seu closet: Perfume.
Maior realização: Minha independência como profissional .
Pessoa que mais admira: Minha mãe e minha filha ( apesar de ser pequena e quase não termos muitos contactos, ela nunca esquece de dar beijinho e soltar um sorriso quando ligo a câmara).
Religião: Sou observador de bancada, hoje não alinho muito…
Lição mais importante que a vida ensinou: aprender a pescar, ao invés de esperar o peixe ser dado de bandeja.
O que mais gosta e o que mais detesta: Sinceridade, toxicidade .
Barulho ou silencio: Silencio, sempre…
Restaurante ou bar: Restaurante.
Carrega gente … Não custa nada
XoXo

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